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28/12/2018

Artigo - Ciclos de Esperança

Por Nilton Göedert

Este é um daqueles momentos que acontecem a cada quatro anos, quando a chegada do Ano Novo coincide com a posse do presidente da República, eleito, de forma democrática, pelos brasileiros por meio do voto. Aí, unem-se as esperanças particulares - relacionadas à realização pessoal - às coletivas, que dizem respeito à melhoria da situação do País. Normal, portanto, que a expectativa seja ainda maior.

Em 2018, especialmente, enfrentamos um período eleitoral turbulento - surpreendente para a maioria das pessoas -, e, como sempre, com resultados positivos para alguns e negativos para outros. Assim é a vida, assim é a democracia. Escolhas - nem sempre nossas - norteiam nosso futuro, e isso gera emoções díspares, como euforia, tristeza, ansiedade, frustração, confiança e receio. É uma consequência mais do que normal enquanto esperamos a "ficha cair", independente do resultado ter sido ou não o que esperávamos. O que não pode ser visto como normal é torcer contra, desejar o insucesso de algo que precisa dar certo para que a vida e a sociedade se alinhem.

No ano que vem o País será comandado por quem você escolheu? Continue apostando no sucesso das propostas nas quais confiou e acompanhe de perto as ações e resultados. Seu candidato foi derrotado nas urnas? Passe a fazer o mesmo, mesmo que na ordem inversa: acompanhe de perto as ações e resultados, e torça pelo sucesso para o bem do coletivo.

Ao longo de minha vida aprendi que a história é feita de ciclos, que se sucedem e estimulam novos comportamentos e atitudes nas pessoas. Por isso, prefiro nunca esperar ou antever o pior e sempre encarar as mudanças de forma esperançosa, encontrando em cada uma delas uma visão positiva, uma forma de aprender e evoluir. E, honestamente, esta é minha aposta para 2019 e para todas as novidades que vêm aí, sejam elas consequência da eleição ou de escolhas pessoais. Vou procurar em cada situação, em cada olhar e em cada conversa - seja ela com um amigo ou com um desconhecido - um outro tipo de humor, diferente daquele comportamento pesado que vivenciamos no período pré-eleitoral, e uma nova disposição de trabalhar pelo que realmente importa: vivermos bem, e em sociedade.

Vou abrir parênteses para explicar o que para mim diferencia muito bem duas palavras que ouvimos muito, especialmente em períodos de transição como este: otimismo e esperança. Quem é otimista, acredita que o melhor vai acontecer, e quem é esperançoso, confia que o melhor pode acontecer. A cada aniversário, cada mudança de emprego, cada posse de novos gestores públicos, desejamos que o período que se inicia seja melhor em alguns, muitos ou todos os aspectos. Com otimismo, esperamos que assim seja. Com esperança, sabemos que precisamos colaborar para que assim seja.

Tomo para mim, então - e desejo encontrar muitos com a mesma proposta - o comportamento da pessoa esperançosa, que por saber que nunca existe a total certeza do sucesso amplo, reconhece a necessidade de agir, trabalhando para que se ampliem as possibilidades de se alcançar as metas.

A vida vai mudar? Ela sempre muda, mesmo que você não perceba, e, creia, não perceber as mudanças pode ser ainda mais assustador do que acompanhá-las com serenidade. Ou seja, o importante é que você reconheça que as possibilidades de que toda mudança pode ser positiva, e que em parte isso é responsabilidade de cada um.

Esperança e atitude são, para mim, palavras-chave para se viver bem. Em 2019 e sempre.

*Nilton Göedert é diretor da RG Contadores (GBrasil | Florianópolis-SC)