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Notcias

23/07/2018 - Investimento em sustentabilidade gera economia em empreendimentos rurais

Custos com manutenção das propriedades caem com ações que beneficiam o meio ambiente.


 
O cultivo de florestas renováveis, além de favorecer a retirada de gás dióxido de carbono (CO2) da atmosfera – causador do efeito estufa –, pode gerar rendimentos extras e ser um importante aliado na diminuição de custos de empreendimentos rurais. A Itereré Participações S.A, especializada em reflorestamento, é um bom exemplo disso. Ela vem se beneficiando com a geração e venda de créditos de reposição florestal para outros negócios que promovam o desmatamento controlado."
 
A empresa possui uma propriedade de 700 hectares em Santa Catarina, dos quais 300 são ocupados por uma plantação de eucaliptos que começou com 430 mil mudas, plantadas no que antes era uma área de pastagem. A floresta criada para a extração de madeira divide o espaço com uma mata nativa, situada numa área de relevo mais acidentado, que circunda as nascentes da região e ocupa os outros 400 hectares da propriedade.
 
“A floresta nativa é formada por áreas Áreas de Proteção Permanente, que estão preservadas e nunca poderão ser desmatadas”, esclarece o diretor-presidente da Itereré Participações, Nilson Göedert, que também dirige a RG Contadores Associados (GBrasil | Florianópolis-SC). “Apesar de ter sido criada por motivo econômico, a área reflorestada também ajuda a proteger a região, já que o solo fica mais úmido do que antes, quando estava sem cobertura.”
 
Foram mais de dois anos enfrentando a burocracia governamental, além de R$ 20 mil gastos com a adequação às normas, para  que a empresa pudesse obter a certificação para emitir os créditos de reposição florestal, gerenciados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
“Funciona assim: após ser autorizada pela Fundação Municipal do Meio Ambiente do Município ou pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), uma empresa desmata, por exemplo, uma área que tinha três mil metros cúbicos de madeira. A lei a obriga a compensar essa cubagem, então ela pode plantar árvores ou comprar créditos de reposição florestal”, explica o engenheiro e gerente de projetos da Itereré, Davi do Vale Pereira.
 
O preço de cada certificado, que equivale à produção de um metro cúbico de madeira, varia entre R$ 15 e R$ 50, dependendo da quantidade requisitada. “Há bastante demanda, mas as autorizações de corte, na maioria, são de pequenos volumes, entre 100 e 300 metros cúbicos. Em alguns projetos, como os que envolvem distribuidoras de energia, que têm de desmatar para instalar linhas de transmissão, a quantidade é bem maior”, diz Pereira. 
 
“Temos uma negociação boa em andamento, que deve cobrir os custos com o processo de certificação. Depois, já deve sobrar um dinheiro que ajudará a manter os custos da fazenda”, comemora o engenheiro. “No futuro, no último corte das árvores, que acontece entre 18 e 22 anos após o plantio, teremos rendimentos extras, já que não haverá mais manutenção.”
 
Energia elétrica em vez de poluição no lençol freático
 
Outro exemplo de sustentabilidade que gera economia é o da fazenda Granja Leiteira Sol Dourado, em Anápolis, do empresário e diretor-presidente da Contac Contabilidade (GBrasil | Goiânia-GO), Agostinho Pedrosa. Com um rebanho de 190 cabeças, a propriedade produz diariamente cinco mil litros de leite e se tornou autossuficiente em eletricidade graças aos dejetos das próprias vacas. 
 
Em vez de contaminar o lençol freático, o esterco vira matéria-prima para um biodigestor, que impulsiona durante seis horas por dia o gerador da fazenda. A conta de luz, que antes era de R$ 20 mil por mês, sai agora por R$ 2,5 mil.
 
O restante dos dejetos transforma-se em adubo biológico que, além de evitar o uso de químicos, é utilizado na produção do feno que alimentará o gado. “E ainda diminui o custo com ração”, afirma Pedrosa.
 
A meta é em breve ampliar o rebanho para 350 animais, gerar mais energia, injetar o excedente no sistema e baratear a conta de eletricidade da empresa contábil. “Se o governo fornecer incentivos, muitas fazendas podem contribuir com soluções de geração de energia elétrica e produção de adubo que preserva o meio ambiente”, sugere o empresário.

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